Na tarde desta sexta-feira (9), a Polícia Militar do Paraná iniciou uma complexa operação de negociação após a invasão de CMEI em Curitiba. O caso ocorre no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, onde um homem armado invadiu a unidade escolar, mantendo crianças e funcionários sob constante ameaça e mobilizando dezenas de segurança pública na capital paranaense.
O cerco policial gera extrema angústia nos arredores da instituição. Familiares de alunos aguardam desesperados por informações oficiais na parte externa do perímetro isolado. Entre as pessoas aflitas está Josiane, tia de um garoto de apenas 4 anos, diagnosticado com autismo, que estaria retido justamente na sala de aula onde o invasor se trancou.
A falta de atualizações em tempo real intensifica o clima de pânico entre os parentes. Outro relato comovente é o de Maria de Lourdes, avó de um aluno também de 4 anos. Ela descreveu o cenário como desesperador e relatou a impotência de não poder entrar para resgatar o neto, buscando amparo na fé enquanto aguarda o desfecho da operação.
Polícia Militar isola a área e busca rendição
A ocorrência se concentra na Rua Genauro Ferreira de Almeida, que foi totalmente bloqueada pelas forças policiais. Até o momento, as autoridades de segurança pública não confirmaram a identidade do suspeito nem as suas motivações. Há divergências sobre o tipo de armamento utilizado, com relatos iniciais mencionando uma faca, além de suspeitas não confirmadas de combustível e arma de fogo.
Apoio psicológico e assistência às famílias
A Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal da Educação, informou que acompanha o caso de perto. Equipes multidisciplinares, incluindo psicólogos e assistentes sociais, foram enviadas ao local para prestar o acolhimento necessário aos familiares, professores e demais funcionários da escola infantil afetados por este grave incidente.
As autoridades locais reforçam a orientação para que moradores e pedestres evitem transitar pelas proximidades do CMEI São Braz. A prioridade absoluta das equipes táticas de negociação é garantir a integridade física de todos os reféns e resolver a crise de forma pacífica.
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Créditos (Imagem de capa): reprodução da internet

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