Um produtor rural de Quedas do Iguaçu, no Oeste do Paraná, perdeu mais de 1.550 litros de leite após uma prolongada falta de energia em sua propriedade nesta semana. O descarte forçado do alimento gerou forte indignação e expôs a vulnerabilidade dos trabalhadores do campo diante das falhas no abastecimento elétrico da região.
O caso foi divulgado inicialmente em redes sociais, evidenciando o impacto imediato do apagão na atividade leiteira local.
Até o momento, os detalhes sobre a duração exata da interrupção elétrica não foram divulgados, e a Copel não apresentou um posicionamento oficial sobre este caso específico. Paralelamente, a Câmara Municipal de Quedas do Iguaçu cobrou explicações formais da concessionária devido aos desligamentos ocorridos após o vendaval do último sábado, dia 3 de agosto.
Os parlamentares locais exigem esclarecimentos sobre os planos emergenciais, o contingente de equipes de atendimento e as medidas para mitigar os prejuízos dos moradores. As informações foram publicadas originalmente pela página da Folha Agrícola.
Disparada nas queixas contra a Copel
O incidente reflete um cenário crítico em todo o estado. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que as reclamações contra a Copel cresceram 110% em um ano. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o órgão registrou 6.051 queixas, contra 2.882 no período anterior.
O expressivo aumento foi alertado pelo Sistema FAEP, que representa os produtores agropecuários paranaenses. A entidade tem liderado cobranças por melhorias robustas na infraestrutura elétrica rural, essencial para o funcionamento de ordenhadeiras e resfriadores.
A interrupção no fornecimento de eletricidade lidera as queixas com 2.171 ocorrências, um salto de 228%. Outros problemas recorrentes envolvem variações de consumo (708), dificuldades para novas ligações (535) e oscilações de tensão na rede (446).
Impacto financeiro e ações judiciais
Para os trabalhadores rurais, a instabilidade da rede resulta em perdas severas de produção e danos financeiros. Em resposta, o Sistema FAEP acionou o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar a qualidade dos serviços prestados.
A insatisfação é agravada pelo recente reajuste tarifário médio de 20,51%, em vigor desde junho. Em sua defesa, a Copel atribui o aumento das queixas à ocorrência de eventos climáticos severos e ressalta que mantém investimentos constantes na modernização da rede elétrica estadual.
O conteúdo original sobre as perdas do produtor rural pode ser consultado no Portal Notícia da Região.
Fonte/Créditos: Juliano Luz
Créditos (Imagem de capa): Juliano Luz

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