O julgamento de Jaminus Quedaros de Aquino, acusado de matar a ex-mulher, Suellen Helena Rodrigues, começou nesta terça-feira (13) sob forte esquema de segurança no Tribunal do Júri na capital paranaense. A imprensa e os parentes da vítima foram impedidos de acompanhar os trabalhos após um pedido da defesa acatado pela juíza.
A proibição causou revolta imediata entre os familiares, que esperavam por justiça há anos. Em entrevista à imprensa local, parentes relataram que esta é a segunda vez que comparecem ao fórum e acabam barrados de assistir à sessão de julgamento popular.
A família também expressou temor por represálias, afirmando que continuam sofrendo ameaças. O crime ocorreu em outubro de 2022, quando Suellen foi baleada em frente a uma escola municipal no bairro Uberaba, mesmo possuindo uma medida protetiva.
Acusado responde por homicídio triplamente qualificado
O Ministério Público do Paraná denunciou o réu por homicídio triplamente qualificado, incluindo as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe e perigo comum. Ele também responde por descumprimento de medidas protetivas e ameaças anteriores.
Além deste processo, o homem já foi condenado anteriormente a 35 anos de prisão em regime fechado por torturar os próprios filhos durante o período em que conviviam. A decisão judicial incluiu o pagamento de indenização e a perda do poder familiar.
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