A busca por melhorias na educação e no aprendizado lidera as expectativas de pelo menos um quarto dos alunos do ensino médio para os mandatos que começam em 2027. Para essa parcela dos jovens, a qualidade escolar está diretamente ligada ao desempenho docente.
O estudo consultou 5.296 matriculados entre o fundamental 2 e o ensino médio em todas as regiões. Segundo eles, as mudanças exigidas envolvem aulas dinâmicas, capacitação e redução de faltas dos mestres.
A pesquisa foi encomendada ao Instituto DataFolha por várias fundações e institutos voltados ao setor. O questionário abordou temas como ensino profissional, tecnologia e jornada estendida.
Desempenho dos professores
Os dados mostram que a visão dos jovens sobre a clareza das explicações impacta a nota dada à instituição. Quem elogia os docentes avalia o colégio positivamente em 75% dos casos.
Gabriel Corrêa, do Todos Pela Educação, destaca que os alunos colocam o aprendizado no centro de suas demandas. O momento político exige acelerar os indicadores de qualidade.
No ensino fundamental 2, 78% veem os mestres motivados, enquanto no médio o índice cai para 69%. A falta de professores também afeta mais o ensino médio.
Ensino técnico
Mais de 90% dos jovens valorizam a chance de cursar uma formação técnica durante essa fase. Contudo, o Censo Escolar 2025 mostra que apenas 20% estão inseridos nessa modalidade.
Tecnologia
Setenta por cento relatam o uso de recursos tecnológicos pelos mestres semanalmente. A inteligência artificial já faz parte da rotina de estudos de 71% dos consultados.
Tempo integral
Alunos em tempo integral aprovam mais a escola, somando 74% de avaliações boas ou ótimas. Patricia Mota Guedes, do Itaú Social, reforça a importância de escutar os jovens para moldar políticas públicas eficientes.
Fonte/Créditos: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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