A empresa Meta rejeitou uma solicitação governamental para estabelecer uma via de comunicação exclusiva voltada a denúncias de assédio, ameaças e bloqueios de contas de jornalistas e veículos de imprensa em suas redes sociais.
A demanda foi apresentada pelo Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, grupo ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O objetivo era agilizar o tratamento de ocorrências críticas envolvendo comunicadores.
Contudo, a dona do Facebook e do Instagram recusou a proposta sob a justificativa de barreiras operacionais e jurídicas.
Segundo o órgão governamental, a companhia argumentou que a ferramenta poderia gerar novas obrigações regulatórias.
A gigante tecnológica também pontuou que os procedimentos atuais já atendem a totalidade dos usuários de forma igualitária.
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria da empresa optou por não se pronunciar sobre o caso.
Violência Digital
Pastas do Ministério da Justiça destacaram que foram contabilizados milhares de ataques virtuais contra profissionais da imprensa durante o primeiro turno.
Outros levantamentos apontaram centenas de restrições de perfis e conteúdos sem justificativas claras.
Para o governo, tais episódios ameaçam a liberdade de expressão e a circulação de informações de interesse público.
O ministério reforçou a urgência de ferramentas permanentes de salvaguarda para a categoria, indo além dos períodos eleitorais.
Fonte/Créditos: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Paulo Pinto/Agência Brasil

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