Centenas de manifestantes realizaram um protesto em São Paulo na noite de segunda-feira (19). O ato ocorreu na zona oeste, em frente às sedes da Meta e do Google, para cobrar neutralidade da empresa nas eleições.
Com o lema "Meta, não se meta", o grupo denunciou suposta censura a ativistas e falta de isonomia na gestão de conteúdos. A intenção era entregar um manifesto físico, mas a entrega foi negada.
A programadora Veronica Gimenez, da ONG TravaHacker, destacou a demanda por maior transparência e relatórios públicos. Críticas à soberania digital e à atuação de monopólios também marcaram o evento.
Participantes apontaram falhas na proteção a minorias e na moderação algorítmica. O ativista Thiago Torres Santos, o Chavoso da USP, relatou desrespeito a ordens judiciais e interferência política.
Cobrança do TSE
Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu explicações da Meta após acusações de desfavorecimento político. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e outras frentes questionaram a desigualdade no impulsionamento.
O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou um prazo de 24 horas para a companhia comprovar ações de imparcialidade na distribuição de postagens eleitorais.
Em nota oficial, a Meta justificou que eventuais restrições decorrem do rigor das regras eleitorais e da lentidão nos procedimentos internos de checagem e liberação de publicações.
Fonte/Créditos: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Paulo Pinto/Agência Brasil

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