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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026
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Saúde

Guia médico orienta como evitar a recusa de mamografia digital por planos

Entidades lançam diretrizes para padronizar prescrições médicas e barrar negativas indevidas de operadoras de saúde.

Guia médico orienta como evitar a recusa de mamografia digital por planos
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Entidades médicas focadas na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama publicaram novas diretrizes para prevenir que pedidos de mamografia digital sofram negativas ou interpretações errôneas por parte de operadoras de planos de saúde.

A publicação conta com assinaturas do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstêmricia (Febrasgo) e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

O intuito principal é facilitar o acesso ao exame, vital no rastreio e acompanhamento oncológico.

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Desde o dia 1º de outubro, as operadoras de saúde devem disponibilizar o exame independentemente de idade ou gênero, caso haja indicação médica.

Contudo, falhas e ambiguidades no preenchimento de guias têm servido como justificativa para recusas ou substituições indevidas do procedimento.

Segundo o CBR, uma solicitação clara e fundamentada agiliza a identificação clínica, diminui erros de autorização e impede que o método digital seja confundido com a versão convencional.

Orientações práticas

O material sugere que os profissionais da medicina escrevam de forma explícita “mamografia digital” nas guias, evitando apenas o termo genérico.

Além disso, a requisição precisa detalhar o objetivo clínico, abrangendo rastreio, investigação, checagem de alterações ou seguimento terapêutico.

Clínicas, centros de imagem e operadoras também devem adequar seus sistemas e formulários às novas normas.

Contexto da mudança

Anteriormente à determinação da ANS, a cobertura obrigatória para a tecnologia digital limitava-se a pacientes entre 40 e 69 anos.

Com a regra atual, restrições baseadas unicamente em idade ou gênero caem por terra, desde que haja prescrição profissional.

O CBR ressalta que o formato digital armazena imagens eletronicamente, otimizando o monitoramento clínico e a segunda opinião especializada.

Fonte/Créditos: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Créditos (Imagem de capa): © José Cruz/Agência Brasil

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