Aguarde, carregando...

Terça-feira, 06 de Outubro 2026
MENU

Saiba Mais
Política

Perfil mais conservador deve redefinir agenda do Congresso Nacional

Especialista aponta que segurança e custo de vida dominaram as campanhas recentes.

Perfil mais conservador deve redefinir agenda do Congresso Nacional
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Nas eleições, o avanço de um perfil mais conservador no Congresso Nacional reflete um recado direto do eleitorado sobre pautas cotidianas. A análise foi feita pelo economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Jeferson Ramos dos Santos.

Ele explica que as campanhas regionais priorizaram temas como segurança pública, custo de vida, valores e família. Esses tópicos se consolidaram como dominantes nas regiões que elegeram parlamentares e governadores.

“Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal”, avaliou o especialista ouvido pela Rádio Nacional.

Publicidade

Leia Também:

Críticas ao STF

Para o economista, a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF) pesou menos na hora do voto, ficando em segundo plano nas disputas eleitorais.

“Embora tenha sido uma temática relevante, o STF não vai às urnas. Por isso, o impacto eleitoral direto foi menor”, disse o analista.

Apesar disso, a Corte deve ser alvo de discussões no Senado Federal com a nova maioria conservadora, prevê Jeferson.

Fim da escala 6x1

No Brasil, a pauta trabalhista mais discutida é o fim da escala 6x1, com votação prevista para esta semana, segundo o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Contudo, a mudança na composição legislativa pode alterar o ritmo das votações, na visão do professor Jeferson Ramos dos Santos.

“O quadro político mudou sensivelmente. Geralmente, quando há incertezas, vemos uma postergação até que os atores se posicionem”, afirmou.

Disputa presidencial

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) disputam o segundo turno com a menor diferença já registrada em uma primeira fase.

O cenário permanece competitivo para o dia 25 de outubro, data em que os eleitores decidem o futuro do país para o período entre 2027 e 2030.

“Temos 2% de diferença entre os candidatos e uma abstenção recorde. A campanha está aberta e uma nova eleição se inicia”, pontuou o professor.

Agendas legislativas

O desfecho da eleição presidencial influenciará diretamente os rumos da Câmara e do Senado a partir de 1º de fevereiro de 2027.

“A agenda, se mais conservadora, pode caminhar menos para temas trabalhistas e focar em segurança pública e valores”, estima Jeferson Ramos dos Santos.

O horário eleitoral do segundo turno retorna nesta sexta-feira (9) e segue até 23 de outubro, antecedendo o pleito final.

*Colaborou Priscilla Mazenotti, repórter da Rádio Nacional/EBC

Fonte/Créditos: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil*

Créditos (Imagem de capa): © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR