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Terça-feira, 03 de Novembro 2026
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Direitos Humanos

Após abraço em Lula, estudante com deficiência visual sonha em ser presidente

Aos 13 anos, Daniel Vidal defende a criação de um ministério exclusivo para a inclusão e pede maior participação dos jovens na política.

Após abraço em Lula, estudante com deficiência visual sonha em ser presidente
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O estudante com deficiência visual Daniel Vidal, de 13 anos, emocionou-se ao abraçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a comemoração do aniversário do mandatário, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. Morador da Asa Sul, o jovem aproveitou a oportunidade para agradecer pelas políticas públicas já implementadas no país e revelar seu sonho de também comandar a nação no futuro.

Acompanhado por seu pai, o bancário Fernando Moura, Daniel não hesitou em faltar ao treino de futebol para prestar a homenagem. Com menos de 5% da visão devido à Amaurose Congênita de Leber, diagnosticada aos dois meses de vida, o adolescente sempre foi estimulado pela família a manter uma rotina ativa e opinativa sobre a realidade social do Brasil.

Propostas de acessibilidade e inclusão

Durante a conversa, o garoto expressou o desejo de sugerir a Lula a criação de um ministério voltado exclusivamente às pessoas com deficiência. Daniel ressalta que as rotas urbanas e o transporte público ainda enfrentam sérias limitações de infraestrutura, com calçadas irregulares e falta de rampas, o que prejudica a mobilidade cotidiana.

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Atualmente, a estrutura federal conta com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos. No entanto, para Daniel, os avanços precisam ser mais céleres. Na escola, ele utiliza um teclado eletrônico em braille conectado ao notebook e defende que o governo amplie o acesso a essa tecnologia para outros estudantes.

Estímulo familiar e consciência social

A bagagem crítica do jovem é fruto do apoio constante dos pais. Sua mãe, a servidora pública Raquel Vidal, conta que o hábito da leitura foi cultivado desde o seu nascimento. O interesse por história, geopolítica e economia fez o menino comemorar dados recentes, como a saída do Brasil do Mapa da Fome e a redução no desemprego.

Na convivência familiar, debates sobre preconceitos como capacitismo, racismo e homofobia são constantes. O pai reforça que a conscientização é essencial para combater a discriminação diária. Já Daniel enfatiza que a juventude precisa se engajar ativamente na política, cobrando melhorias para que o país alcance o patamar de nação desenvolvida.

Fonte/Créditos: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

Créditos (Imagem de capa): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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