Termina nesta sexta-feira o prazo crucial para micro e pequenos empresários definirem o regime tributário no âmbito do Simples Nacional. A decisão envolve diretamente a adaptação à reforma tributária que entrará em vigor no próximo ano.
Os estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços que pretendem recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo formato regular têm até o fim do dia para formalizar a escolha.
Quem decidir não realizar a alteração continuará sob o modelo simplificado tradicional. Nesse formato, a alíquota varia conforme o setor e o porte do empreendimento, sendo posteriormente distribuída entre diversos tributos federais, estaduais e municipais.
Esta sexta-feira também marca o limite para que as companhias regularizem quaisquer pendências fiscais que possam ter bloqueado o ingresso no sistema simplificado. O período oficial de opção havia sido encerrado anteriormente.
O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou todo o cronograma em decorrência das novas exigências da transição fiscal. O objetivo principal é conferir maior previsibilidade financeira aos negócios antes do início do ano-calendário.
Impactos na cadeia de negócios
A avaliação do modelo ideal exige cautela. Especialistas alertam que a decisão não deve se basear unicamente na alíquota aplicada, mas também no perfil dos clientes e na rede de fornecedores de cada empresa.
A possibilidade de gerar e aproveitar créditos tributários decorrentes do IBS e da CBS pode influenciar fortemente a formação de preços e a competitividade no mercado B2B.
Fonte/Créditos: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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