Fortes estrondos gerados por um canhão antigranizo na fábrica da Renault, localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, assustaram moradores recentemente.
Esses barulhos intensos, frequentemente confundidos com trovões ou disparos de armas de fogo, vêm de um dispositivo instalado na unidade industrial do Paraná.
O objetivo principal do sistema é tentar resguardar os veículos estocados nos pátios da montadora contra eventuais danos causados por tempestades de granizo.
O mecanismo funciona de forma direta.
A tecnologia emprega uma mistura de gases, como oxigênio e acetileno, que sofre combustão controlada dentro de uma câmara específica.
Essas micro-explosões geram ondas de choque enviadas diretamente para a atmosfera, resultando nos estrondos ouvidos pela vizinhança.
O acionamento pode ocorrer de maneira automatizada, com base em dados meteorológicos que a apontem riscos iminentes de tempestades.
A proposta técnica consiste em alterar o processo de formação das pedras de gelo nas nuvens, diminuindo a intensidade do granizo.
Contudo, um ponto crucial permanece: a real eficácia desses aparatos ainda carece de comprovação científica definitiva.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, faltam dados consistentes que comprovem a capacidade dessas ondas de choque de evitar o fenômeno.
Apesar da controvérsia, empresas agrícolas e industriais continuam adotando o recurso para tentar mitigar prejuízos materiais.
Na cidade paranaense, a falta de informação prévia sobre a tecnologia causou grande susto e apreensão na comunidade local.
Fonte/Créditos: Juliano Luz
Créditos (Imagem de capa): Juliano Luz

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se