Familiares e ativistas realizaram um ato em memória das vítimas da Operação Contenção, na zona norte do Rio de Janeiro, para cobrar celeridade e transparência nas investigações sobre a letalidade da ação policial. A incursão nos Complexos da Penha e do Alemão resultou em dezenas de mortes e gerou forte comoção social.
Durante o evento, mães de jovens mortos denunciaram o que chamam de tratamento desigual baseado na localização geográfica. Os discursos ressaltaram que o direito à vida deve ser garantido independentemente do endereço ou da classe social dos cidadãos.
Organizações de direitos humanos também apontaram indícios de irregularidades durante a intervenção das forças de segurança. Relatórios preliminares mencionam ausência de registros em câmeras corporais e questionam a dinâmica dos confrontos relatados pelos agentes.
As famílias cobram o acesso integral aos laudos periciais e aos depoimentos prestados às autoridades competentes. Até o momento, a falta de respostas concretas mantém o sofrimento dos parentes que buscam esclarecimentos sobre as circunstâncias dos óbitos.
Além da cobrança por justiça, os participantes do ato reforçaram a necessidade de políticas públicas efetivas para as comunidades. A proposta é que o Estado vá além da atuação policial ostensiva, investindo em projetos sociais e na proteção da juventude periférica.
Fonte/Créditos: Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Fernando Frazão/Agência Brasil

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