O Ministério da Igualdade Racial enviou nesta manhã de domingo (25) documentos oficiais ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro. O objetivo é solicitar rigor na investigação de um caso de racismo registrado na véspera durante um ato político.
A gravação que circulou amplamente nas redes sociais exibe um manifestante branco conduzindo um homem negro preso por correntes. A cena ocorreu na Praça do Ó, localizada no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, em evento de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Figuras políticas conhecidas marcaram presença na atividade, incluindo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Douglas Ruas (PL), que acompanharam a movimentação de cima de um trio elétrico.
Nas imagens divulgadas, o apoiador do candidato aparece vestindo trajes com as cores da bandeira nacional e profere ofensas contra o homem negro, que trazia consigo um objeto semelhante a um tridente. A pasta federal classificou o episódio como inadmissível e repudiou a alusão ao período escravagista.
Em nota oficial, o ministério destacou que reproduzir tal dinâmica fere profundamente a dignidade humana e relembra as marcas deixadas pela escravidão no país. A repercussão do caso mobilizou autoridades que prometeram acompanhar os desdobramentos legais das investigações.
Fonte/Créditos: Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Tomaz Silva/Agência Brasil

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