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Direitos Humanos

Relatório aponta graves falhas nas investigações da Operação Contenção no Rio

Organização internacional revela ausência de perícia adequada e manipulação de câmeras corporais em ação policial com 122 mortes.

Relatório aponta graves falhas nas investigações da Operação Contenção no Rio
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Um relatório divulgado pela organização Human Rights Watch (HRW) revelou nesta quarta-feira (28) falhas graves nas investigações das mortes decorrentes da Operação Contenção, realizada há um ano no Rio de Janeiro.

A incursão policial nos complexos da Penha e do Alemão resultou em 122 óbitos. O total inclui cinco agentes de segurança e 117 civis, marcando a ação mais letal da história do estado.

>> Clique aqui e acesse a íntegra do relatório

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Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, apenas os inquéritos sobre os assassinatos dos cinco policiais foram concluídos até o momento. Doze pessoas foram indiciadas por esses crimes específicos.

Em contrapartida, as 117 mortes de civis continuam sob investigação pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MPRJ). As autoridades alegam que os óbitos ocorreram durante confrontos armados, mas o documento aponta indícios de excessos.

Perícia ausente e corpos expostos

A análise da HRW apontou que equipes de perícia técnica não foram enviadas aos locais dos crimes. Vários corpos foram recolhidos por policiais ou moradores sem a devida preservação da cena.

De acordo com o levantamento, 33 vítimas foram retiradas pela Polícia Militar e 62 foram transportadas por moradores até a Praça São Lucas. A exposição prolongada dos corpos ao sol prejudicou o trabalho dos legistas.

Além disso, o relatório destacou que as 118 armas apreendidas não foram devidamente lacradas. Policiais e até jornalistas manusearam os equipamentos sem luvas durante uma coletiva de imprensa.

Manipulação de câmeras corporais

O documento também detalhou indícios de obstrução da justiça por parte dos agentes. Nenhuma das 117 mortes de civis foi registrada pelas câmeras acopladas às fardas.

Investigadores constataram que vários policiais ocultaram as lentes, desligaram os equipamentos antes do término da operação ou tiveram as baterias esgotadas prematuramente, desrespeitando os protocolos oficiais.

A Secretaria de Segurança Pública informou por nota que as apurações sobre as mortes de civis continuam em andamento, contando com centenas de depoimentos e laudos periciais sob o acompanhamento do Ministério Público.

Fonte/Créditos: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Créditos (Imagem de capa): © Tomaz Silva/Agência Brasil

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