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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
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Justiça

Participação feminina e redes de apoio são debatidas em Brasília

Conferência internacional reúne especialistas para discutir estratégias contra o machismo e ampliar a presença de mulheres no poder.

Participação feminina e redes de apoio são debatidas em Brasília
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A participação feminina nos espaços de poder e a criação de redes de apoio foram os principais temas discutidos na conferência internacional “Mulheres que movem a justiça”, realizada em Brasília. O evento reuniu comunicadoras, advogadas e influenciadoras para debater caminhos em busca de uma justiça mais igualitária no Brasil.

Durante os debates, as participantes destacaram que a união entre mulheres é uma estratégia histórica de sobrevivência. A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, relembrou a importância do chamado “lobby do batom” durante a Constituinte de 1987-1988 como prova da força política feminina.

Desafios no Judiciário

Pellegrino também pontuou que a próxima década trará a nomeação de cargos vitalícios, o que representa uma oportunidade para ampliar a presença de mulheres no Judiciário. Para ela, atuar conectada é essencial para enfrentar governos extremistas e combater a desinformação que atinge a comunicação pública.

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A advogada Mayra Cotta trouxe um alerta sobre o cenário atual. Segundo ela, embora mais mulheres estejam denunciando violências, muitas ainda enfrentam barreiras e resistência dentro do sistema de justiça.

Cultura e informação

A influenciadora e advogada Sara Gabriela defendeu que a misoginia precisa ser combatida com dados objetivos e sem suavizar a realidade. Ela destacou que a transformação social exige uma mudança cultural profunda, iniciada ainda no atendimento às vítimas em comunidades.

No mesmo sentido, a advogada Miriane Ferreira reforçou a importância de descomplicar temas jurídicos. Ela orienta mulheres a reconhecerem seus direitos patrimoniais e a força do trabalho doméstico invisibilizado em casos de divórcio.

Por fim, a jornalista Thayse Xavier e a cineasta Fernanda Amim enfatizaram o papel da comunicação e das narrativas audiovisuais para engajar eleitoras e expor falhas graves no sistema criminal brasileiro.

Fonte/Créditos: Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

Créditos (Imagem de capa): © Valter Campanato/Agência Brasil

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