Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
MENU

Saiba Mais
Direitos Humanos

Prêmio incentiva o combate à violência de gênero com R$ 200 mil para projetos

Iniciativas voltadas a mulheres indígenas, quilombolas e marisqueiras foram reconhecidas pelo Programa Antes que Aconteça em Brasília.

Prêmio incentiva o combate à violência de gênero com R$ 200 mil para projetos
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Programa Antes que Aconteça homenageou e financiou, nesta quarta-feira (4), em Brasília, iniciativas de todo o país voltadas à prevenção da violência de gênero. A cerimônia contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e concedeu prêmios de até R$ 200 mil para projetos focados na proteção de comunidades vulneráveis.

Entre as iniciativas reconhecidas com menção honrosa está o projeto Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro, coordenado por Cleocimara Reis Gomes, de 38 anos. Moradora da comunidade de Cartucho, no Amazonas, ela percorreu uma viagem de quatro dias de barco até São Gabriel da Cachoeira para depois seguir à capital federal.

Conscientização em áreas isoladas

A liderança atua no trabalho de conscientização com 23 povos em 100 comunidades indígenas no noroeste amazonense. Cleocimara destaca que a distância dos grandes centros urbanos acaba tornando invisíveis os altos índices de agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais sofridos pelas mulheres da região.

Publicidade

Leia Também:

Com os recursos e novas parcerias, o objetivo é expandir as orientações sobre direitos básicos e engajar também os homens como aliados. A coordenadora ressalta que a agressão não faz parte da cultura indígena e que a falta de estrutura pública atrasa as denúncias.

Acolhimento no Recôncavo Baiano

Outro destaque da premiação foi a Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix, na Bahia, vencedora da categoria "Justiça que acolhe mulheres". Liderado pela marisqueira, advogada e psicóloga Cátia Chagas, de 58 anos, o grupo presta auxílio jurídico, médico e psicológico para cerca de 600 mulheres, em sua maioria mães solo.

Proteção às comunidades quilombolas

No Rio de Janeiro, o Projeto Dandara, do Tribunal de Justiça local, também foi contemplado ao capacitar 500 mulheres em territórios quilombolas. A iniciativa conta com o apoio de lideranças como Ana Beatriz Bernardes Nunes, da comunidade Maria Conga, em Magé, que ressalta o risco enfrentado por gestoras comunitárias na defesa ambiental e territorial.

Fonte/Créditos: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

Créditos (Imagem de capa): © Valter Campanato/Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!