As instituições financeiras dispõem de cinco dias úteis para reportar ao governo quais débitos pretendem disponibilizar na nova fase do Desenrola. A determinação consta em portaria publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União.
Esta etapa inicial consiste em um chamamento público voltado a mapear o interesse dos credores. O Ministério da Fazenda estima que o volume de créditos antigos apresentados possa alcançar R$ 90 bilhões, exigindo um custo máximo de R$ 9 bilhões para a União.
Como funcionará o processo
O procedimento serve para mensurar o volume de débitos por faixas de renda e não representa, neste momento, uma convocação para que os cidadãos procurem as agências bancárias em busca de acordos.
A participação no edital é destinada a bancos e fundos de investimento que atendam aos critérios estabelecidos pelo programa federal. O leilão das carteiras adquiridas está previsto para ocorrer entre novembro e dezembro.
Regras das dívidas elegíveis
O programa abrange débitos de até R$ 10 mil e com atrasos que variam de dois a quatro anos e meio. Estão incluídas dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação para pessoas físicas e microempreendedores.
Após a aquisição das carteiras pelo governo, os descontos obtidos serão repassados aos devedores. As condições finais de pagamento e parcelamento ainda dependem de regulamentação do Conselho Monetário Nacional.
Fonte/Créditos: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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