O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), rompeu o protocolo nesta sexta-feira (16) durante a promulgação da emenda constitucional que encerra a escala 6x1 no Brasil. Na ocasião, ele convidou o senador Paulo Paim (PT-RS) para compor a mesa oficial da solenidade.
“Eu sei que o cerimonial estabeleceu esse rito constitucional, mas o meu coração não me permitiria deixar de convidar uma pessoa para representar o povo brasileiro”, declarou Alcolumbre durante o evento em Brasília.
Parlamentar experiente, Paulo Paim acumula três mandatos no Senado e quatro como deputado federal. Antes da vida política institucional, ele presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (RS) nos anos 1980.
“Precisamos homenagear um grande brasileiro que esteve nas últimas quatro décadas lutando por esta conquista”, completou o presidente do Congresso sobre o colega.
Ainda em 1994, Paim apresentou o projeto de lei para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, iniciativa que acabou arquivada na época, assim como propostas posteriores.
Ao falar com a imprensa, Paim comparou a emoção atual à promulgação da Constituição de 1988, quando a carga horária passou de 48 para 44 horas semanais.
“Eu me sinto realizado. Da Constituinte para cá, apresentei dez projetos”, afirmou o senador, reforçando que a nova emenda vai trazer melhorias significativas para a população.
Aos 76 anos, Paulo Paim encerrará sua trajetória no Senado ao término desta legislatura, após optar por não disputar novas eleições após mais de 40 anos públicos.
Fim da 6x1
O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira (16), a Emenda Constitucional 141 de 2026. A norma extingue a escala de um dia de folga para cada seis trabalhados e institui o modelo 5x2 no país.
A transição para a jornada máxima de 40 horas semanais ocorrerá de forma gradual. O limite cairá para 42 horas em 60 dias e chegará a 40 horas em um prazo de 14 meses, preservando os salários.
Fruto de forte mobilização popular, a proposta foi aprovada no Senado com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, consolidando um marco histórico nas relações trabalhistas brasileiras.
Fonte/Créditos: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Lula Marques/Agência Brasil

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