A Justiça Federal determinou que a empresa Meta restabeleça, no prazo de até dois dias, os perfis no Instagram de contas estudantis do Rio Grande do Sul que haviam sido bloqueados pela plataforma.
A medida atinge organizações ligadas a instituições de ensino superior gaúchas, cujos acessos foram interrompidos simultaneamente e sem justificativas prévias no início de outubro.
O episódio gerou forte mobilização jurídica após os bloqueios ocorrerem na sequência de publicações sobre assembleias e atos públicos de apoio político.
Diante da situação, o Ministério Público Federal uniu forças com núcleos acadêmicos para ajuizar uma ação civil pública contra a gigante da tecnologia.
Para os procuradores, a suspensão arbitrária representou uma forma de cerceamento à liberdade de expressão e à organização dos estudantes.
Mesmo com a determinação judicial expedida, os perfis afetados permaneceram inoperantes durante o final de semana, gerando preocupação na comunidade acadêmica.
Novas polêmicas envolvendo inteligência artificial
O cenário também envolveu disputas no Tribunal Superior Eleitoral após restrições identificadas no uso de ferramentas de inteligência artificial do WhatsApp.
A Corte eleitoral manteve entendimentos anteriores para assegurar a isonomia na entrega de conteúdos políticos durante o período de campanha.
A empresa responsável pelas plataformas não se pronunciou de imediato sobre as determinações da Justiça brasileira.
Fonte/Créditos: Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil
Créditos (Imagem de capa): © Marcello Casal jr/Agência Brasil

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