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Sexta-feira, 30 de Outubro 2026
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Direitos Humanos

Guarani Kaiowá denunciam violência e ameaças pós-eleição em Mato Grosso do Sul

Polícia Federal apura tentativas de homicídio e risco de envenenamento de água após o pleito presidencial.

Guarani Kaiowá denunciam violência e ameaças pós-eleição em Mato Grosso do Sul
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Após o encerramento das eleições presidenciais, membros da comunidade Guarani Kaiowá, situada no estado de Mato Grosso do Sul, relataram uma série de graves episódios de violência, incluindo atentados contra a vida e riscos de contaminação de recursos hídricos.

De acordo com informações divulgadas pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pelo menos cinco ocorrências de assassinatos na região desde o último sábado (24) já estão sob apuração das autoridades competentes.

Matias Benno Rempel, coordenador do Cimi no estado, destacou que diversas intimidações foram registradas durante o período eleitoral. Veículos suspeitos circularam pelas aldeias e agressões físicas foram utilizadas para gerar pânico e desestimular a participação nas urnas.

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O especialista, contudo, pontua que a hostilidade no campo não é um evento isolado. As agressões relatadas refletem uma dinâmica contínua de atuação de milícias rurais contra os povos originários daquela região de fronteira.

Órgãos de proteção, como a Fundação Nacional dos Indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, acionaram o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. Um dos casos investigados trata de um atropelamento intencional em Coronel Sapucaia.

Levantamentos da Apib apontam que, entre 2022 e 2026, seis integrantes da mesma etnia perderam a vida em decorrência de conflitos no estado.

Ameaça de envenenamento da água

Outro ponto grave sob investigação envolve a suposta ameaça de contaminar o abastecimento hídrico de uma comunidade como forma de retaliação política.

Um áudio atribuído a um servidor público municipal de Tacuru sugere ataques por motivações partidárias. A repercussão fez com que moradores evitassem o consumo da água fornecida por caminhões-pipa.

O Ministério Público Federal estipulou um prazo de 24 horas para que a administração municipal preste esclarecimentos sobre a autenticidade do material e identifique os responsáveis.

Fonte/Créditos: Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil

Créditos (Imagem de capa): © Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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